terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Uma grande crise na economia do Brasil está chegando; você está preparado para perder seu emprego?

Existe um senso comum entre os economistas que um aumento contínuo da inflação geralmente vem acompanhado de desenvolvimento econômico. Quando a inflação vem acompanhada do contrário, ou seja, de uma retração da economia, o resultado é quase certo: crise econômica. 

O Brasil já vive uma espécie de crise há muitos anos. Dizem, inclusive, que já estamos acostumados com isso, e que o pior não virá. Mas não é isso o que os números indicam. A indústria está se retraindo, demissões estão ocorrendo, e o comércio, que fica na outra ponta, já começa a sentir os efeitos e mais demissões logo virão. As grandes crises sempre são acompanhadas de demissões. Por quê? Simplesmente porque quem tem dinheiro precisa proteger seu capital e as demissões servem para evitar prejuízos. Além disso, em toda crise o dinheiro fica mais escasso, então a tendência é que os juros se elevem. Com juros altos e o mercado em retração, é muito melhor para quem tem dinheiro parar de produzir e colocar seu dinheiro no banco. E os trabalhadores que se lascam. Só que com as demissões, os poucos empresários que continuam produzindo aumentam ainda mais seus preços, já que a oferta diminuiu também. E o ciclo vicioso está estabelecido. Somente mudanças radicais são capazes de tirar um país de uma crise como essa. E o Brasil em breve vai entrar em uma crise exatamente assim!

Diante disso tudo, a única certeza é que muito provavelmente eu, você e muitos outros vão perder o seu emprego. Será que nós estamos preparados para isso? Este artigo tem o objetivo de ajudar a nos preparar para isso.

Não contraia dívidas

A primeira coisa que você tem que fazer diante de uma crise é não contrair novas dívidas. Mas se você já tem alguma, não antecipe. Você pode precisar desse dinheiro durante a crise, até para o que eu vou falar a seguir.

Você tem uma profissão [de verdade]?

Em uma crise, apesar de o dinheiro ficar escasso, as pessoas em geral continuam precisando de muitos produtos e serviços. Os muito ricos, por exemplo, às vezes até mantém seu padrão de vida exatamente como antes. Então oportunidades sempre existirão. Mas em geral elas vão exigir um pouco de empreendedorismo da nossa parte. E ter uma profissão é essencial. Quando digo profissão, estou me referindo a uma profissão de verdade. Uma profissão de verdade não é algo que qualquer um consegue fazer da noite para o dia. É algo que geralmente envolve estudo, especialização e prática. Vendedor de carros, por exemplo, não é profissão. Inclusive, muitos clientes quando entram em uma loja de carros às vezes conhecem os carros melhor do que os vendedores. Vendedor de roupa, então, nem deveria existir. Outro dia perguntei para um amigo se ele tinha uma profissão, e ele respondeu: Trabalho com vendas. Fiquei calado, mas é uma grande ilusão achar que vender é uma profissão. Já uma diarista que sabe passar roupa, ou cozinhar, essa sim tem uma profissão. Penso até que uma diarista merece ganhar muito mais do que muitos vendedores (e é justamente isso o que acontece). Mas não é perseguição com os vendedores não. Existe uma infinidade de outras coisas que também não são profissão coisa alguma: auxiliar de escritório, porteiro, garagista, atendente, caixa, motorista, e muitas outras coisas que todo mundo saberia fazer.

Atualmente é muito fácil ter uma profissão. A oferta de cursos técnicos é enorme, e você também pode aprender on-line pela Internet. Muitos cursos, inclusive, são gratuitos. Antes de decidir, pare para pensar. Faça uma lista de coisas que você acha que poderia fazer, de preferência coisas que você possa começar em casa. Talvez exista algo que você inclusive já saiba fazer. Por exemplo, talvez você seja um vendedor, mas goste de consertar os computadores da família e amigos de vez em quando. Porque não aprende a dar manutenção em PCs e notebooks, por exemplo? Talvez você tenha algum hobby que possa se transformar em uma profissão. Artesanato e fotografia são exemplos disso. Ou talvez você domine alguma língua, que tal dar aulas particulares, trabalhar com tradução ou turismo? São coisas a se pensar.

Invista e se posicione

Resolvido o problema da profissão, o próximo passo é investir no seu negócio. Faça cursos, compre as ferramentas, treine, pratique. Comece a fazer pequenos bicos, mesmo sem cobrar nada se for o caso. Isso vai te ajudar a pegar alguma experiência e saber se é isso mesmo que você quer. Está dando certo? Então vá em frente e invista mais. Crie um site divulgando seus serviços. Se precisar de mais gente para o seu negócio, procure envolver pessoas da sua família. Até porque eles vão ser a sua maior preocupação durante a crise. E geralmente são pessoas em quem você pode confiar.

Mas cuidado para não se empolgar e investir demais. Dê um passo de cada vez. Tente usar o máximo o que você já tem.

Seja humilde

Muitos às vezes perdem o emprego e não estão dispostos a se "rebaixarem" e aí ficam esperando um emprego do mesmo nível enquanto as finanças pessoais vão de mal a pior. Por isso, algo importantíssimo é desenvolver humildade. Uma dona de casa, por exemplo, talvez tenha que trabalhar como diarista para ajudar o marido desempregado. Um gerente, até porque ser gerente não é profissão, talvez tenha que aceitar um emprego de vendedor ganhando muito menos. Então a humildade é essencial, especialmente se você não foi sábio o suficiente para aprender uma profissão enquanto havia tempo.

[ATUALIZAÇÃO] Vou postar aqui notícias sobre o tema que encontrar.

Produção industrial cai 9% em um ano, a maior queda desde 2003

Com a estagnação do país em 2015, 1,2 milhão de pessoas serão demitidas

Mercado financeiro passa a prever queda de 1% no PIB em 2015

Sem estacionamento, seguraça e com alto custo, lojas do DF fecham as portas

Contas do governo têm pior resultado para fevereiro em 19 anos

Reajuste dos preços de remédios poderá ser de até 7,7%, diz governo

Agência autoriza aumento de 13,8% nas contas de água da Sabesp

Prejuízo da Petrobras é o maior desde 1986 entre empresas de capital aberto

Brasil passa por 'mais grave' retração em mais de 20 anos, diz FMI

1,5 milhão entra na lista de inadimplentes em 3 meses1,5 milhão entra na lista de inadimplentes em 3 meses

Endividamento das famílias chega a 46,3%, o maior em 10 anos, mostra BC

Abismo entre ricos e pobres está no pior nível em décadas, aponta FMI

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Como montar você mesmo seu próprio PC workstation

[Atualização] Estou vendendo o workstation abaixo e mais outro que comprei na Análise Informática. Se alguém tiver interesse, seguem os links:

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-801801101-computador-pc-intel-core-i7-4790-16gb-placa-de-video-2gb-_JM

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-801801638-computador-pc-intel-core-i7-4790-8gb-placa-de-video-2gb-_JM

Existem vários tipos de computador: de uso geral, para jogos, workstations, servidores etc... Hoje vou falar um pouquinho sobre workstations, para que servem e como montar seu próprio PC workstation.

Segundo o Wikipedia, workstation (ou estação de trabalho) são os computadores posicionados entre os de uso geral e os computadores mais parrudos como servidores e mainframes. São computadores muito usados para processamento gráfico empresarial (não jogos), como aplicações 3D, CAD, vídeo e fotografia. Quem é mais antigo, deve se lembrar das famosas workstations da Silicon Graphics, muitos usadas para processamento 3D e muito faladas antigamente nas revistas Info. Eram o sonho de consumo de muitos entusiastas. Hoje, com a popularização da informática e os ganhos de escala, o poder e a confiabilidade das workstations chegou até nossas casas. É claro que não são mais PCs tão poderosos relativamente como eram antigamente, mas ainda são máquinas superiores. Atualmente se buscam soluções menos poderosas, só que mais confiáveis e eficientes do ponto de vista do consumo elétrico. Lenovo, Dell e HP vendem workstations para usuários domésticos sem o menor problema. Algumas lojas independentes aqui no Brasil também o fazem, apesar de não terem a certificação que as grandes fabricantes possuem. É o caso da Analise Informática com os seus DinoPCs. São máquinas muito apreciadas também por fotógrafos.

Quais são as características de uma workstation? Começa com o processador, geralmente um Intel Xeon ou um Intel i7 de última geração. Os processadores da AMD geram muito calor e geralmente não são usados nesse tipo de computador. A placa mãe tem que suportar o máximo de RAM que o processador consegue usar, geralmente 32GB e ter muitas possibilidades de expansão. A memória geralmente é do tipo ECC (com controle de erros), mas se for montar a sua própria máquina, usar esse tipo de memória vai ser um problema. A fonte tem que ser confiável, eficiente, gerar pouco calor e parruda o suficiente para alimentar eventuais upgrades de HD e placas de vídeo. O HD geralmente é um Western Digital da série Black. A placa de vídeo via de regra não é pensada para games e sim para processamento CAD e de fotografias. A grande maioria usa a série Quadro da NVidia ou a série FirePro da AMD. São placas de vídeo que conseguem trabalhar bem com monitores Wide Gamut (aqueles que conseguem renderizar bilhões de cores, ao invés de milhões de cores como a maioria dos monitores). Um bom monitor custo benefício para quem está procurando um desse tipo é o Dell U2413 (eu tenho e recomendo!). Finalizando, o gabinete de uma workstation também deve prezar pelo resfriamento adequado de todos os componentes e comportar muitos upgrades.

As workstations com maior custo benefício do mercado, e que são facilmente encontradas no mercado nacional, são os DinoPCs (já mencionados), a Lenovo ThinkStatin E32 e a Dell Precison T3610, custando respectivamente 3200, 4300, 4900. É possível que enquanto escrevo este artigo todas essas workstations se esgotem no mercado por conta da alta do dólar. A próxima leva deve chegar muito mais cara. De todas essas, talvez a melhor seja a Dell. Comprei a Lenovo E32 pelo preço e boa configuração, mas infelizmente tive muito azar e, depois de esperar quase 2 meses para receber a máquina, ela ainda veio com defeito. Acabei exercendo o meu direito de arrependimento e resolvi montar minha própria workstation, que motivou este artigo. Os DinoPCs parecem muito bons e me foram recomendados por pessoas confiáveis, mas não gostei das fontes que eles utilizam (deviam usar fontes mais robustas e confiáveis).

Montando sua própria workstation

Como já mencionei, as workstations mesmo são certificadas (não vou entrar em detalhes aqui sobre essa certificação), pois são escolhidos componentes 100% compatíveis entre si para assegurar a confiabilidade e estabilidade do funcionamento da máquina. Como isso não é possível com um PC montado, o que queremos é uma máquina com a configuração mais próxima possível de uma workstation e com componentes escolhidos de forma a aumentar a probabilidade de plena compatibilidade, mesmo sem poder testar tudo antes. Para alguns componentes as opções são tantas que é difícil escolher uma. Então a dica é começar pelo mais fácil. Vamos partir do pressuposto que a Intel é a escolha óbvia pela eficiência energética, e que queremos um gabinete ATX para ter amplo espaço para a ventilação e upgrades.






Processador

A escolha do processador é a mais fácil. Opte sempre pelo melhor Intel que você puder pagar e que achar a venda. No meu caso, optei pela 4ª geração do i7, no caso o 4790. Não escolhi a 5ª geração porque ela ainda está muito cara (o dobro), e também não escolhi o 4790k porque fazer overclock não é desejável nesse tipo de PC. Depois de muito pesquisar, o Intel i7 4790 mais barato que encontrei para pagamento à vista foi mesmo na Kabum (que costuma ser careira, mas nesse caso foi a melhor opção).

Fonte

A escolha da fonte também foi fácil. Como encontrei várias workstations no mercado com fontes de 430W e 500W, decidi escolher uma fonte de pelo menos 600W para não ter erro (o manual da placa mãe pede pelo menos 500W para suportar todos os upgrades possíveis). Fonte é coisa séria. Muitos PCs falham e estragam componentes por causa da má qualidade da energia interna. Então em nenhum momento pensei em economizar na fonte. A Corsair é uma das fabricantes mais fáceis de ser encontrada, e produz ótimas fontes. Fiquei entre a CS750M e a RM650. Acabei optando pela RM650, que além de mais barata do que a de CS750, ainda pertence à série Gold da Corsair que possui maior eficiência energética. Lembrando que isso significa que menos energia é convertida em calor, então a RM650 iria contribuir para um bom projeto energético do PC. Encontrei o melhor preço na Scarcom.

[ATUALIZAÇÃO] A Lenovo ThingStation E32 vem com uma fonte de míseros 270W reais, e ainda é Bronze (não Gold).

Gabinete

Agora a coisa começa a ficar mais difícil. As opções de gabinetes são muitas e é fácil você perder dias navegando entre os modelos e comparando as diferenças. A minha dica é, antes de procurar um gabinete, tenha muito clara na sua cabeça o que você espera dele. No meu caso, pensei, quero um gabinete clean (ou seja, o mais liso possível), sem muito fru-fru, com um bom projeto de refrigeração, fonte na parte inferior, e que tenha pelo menos algumas saídas USB 3.0 e eSata (pois preciso de eSata para fazer backup dos meus arquivos). Não encontrei nenhum gabinete com eSata, então acabei ficando um gabinete que pelo menos oferecia uma dockstation (sanduicheira) para HD na parte superior. O escolhido foi o Thermaltake Urban T31. Ele possui inclusive filtros de ar em todas as entradas de ar. Para completar o projeto de refrigeração, basta comprar mais duas ventoinhas de 12cm e pronto! Também comprei na Scarcom, mas é um gabinete muito parecido com os utilizados nos DinoPCs, bem diferente dos gabinetes grosseiros oferecidos pela Lenovo e Dell. Lembrando que um bom gabinete precisa ter saídas de ar quente na parte superior que não podem nunca estar obstruídas! O ar quente tem que sair por cima por razões óbvias: o ar quente é mais leve e, portanto, tende a subir.

Placa mãe

Se o gabinete já não foi fácil, imagine a placa mãe! Mas aqui vale a mesma dica: antes de procurar, tenha uma ideia muito clara do que você espera de uma placa mãe. Eu queria uma placa mãe ATX, para o Intel i7, ou seja, tinha que ser para o socket LGA1150, que suportasse 32GB de memória e que tivesse pelo menos uma PCIEX16 para a placa de vídeo. Era desejável também que o chipset da placa mãe já estivesse preparado para futuros upgrades de processador. Também queria que houvesse conexões SATA suficientes para, depois, ligar um painel eSata na parte traseira. O primeiro passo na escolha de uma placa mãe é decidir qual deve ser o chipset. O recomendado seria um chipset Z87 ou H87, que foram feitos para a 4ª geração do Intel i7 (procure saber qual é o chipset feito para a geração/arquitetura do processador que você escolher). Mas eu queria um chipset que me permitisse, quem sabe, fazer um upgrade de processador no futuro. Então acabei chegando nos Z97 e H97, que foram feitos para a 5ª geração dos Intel i, mas suportam a 4ª geração. As placas mães com chipsets da série Z geralmente são mais caras, pois foram feitas para trabalhar com processadores k, que aceitam overclock (ex.: Intel Core i7 4790k). Mas como não era o meu caso, procurei mesmo uma com o chipset H97. De cara já descartei as placas mãe da Asus, que estavam em média 50% mais caras do que as da GigaByte, que também são muito boas. Curiosamente, na Kabum, uma placa Z97 da GigaByte estava mais barata do que a equivalente H97, então acabei comprando a Z97 mesmo, e agora tenho a opção de futuramente usar com processador com overclock. O modelo escolhido foi a GibaByte GA-Z97-D3H, que parece um placa bem parruda. É interessante que essa placa, apesar de utilizar um chipset da Intel, parece que foi feita para placas de vídeo da AMD, pois suporta apenas o AMD CrossFire (e não o SLI da NVidia, que geralmente funciona melhor com a Intel). Isso me faz acreditar que essa placa mãe funcioná muito bem com a placa de vídeo AMD FirePro V4900, que eu já tinha. Apesar de este recurso não ser propriamente suportado pela placa de vídeo, acredito que essa placa mãe tenha sido testada com várias placas de vídeo da AMD.

Placa de vídeo

Como mencionei acima, eu já tinha a placa de vídeo AMD FirePro V4900. Havia comprado essa placa em uma viagem que fiz pensando apenas em usar ela para fazer um upgrade de uma máquina menos robusta que eu estava na época pensando em comprar. Na época, não sabia que o recomendado é que processadores da Intel sejam usados com placas da NVidia (e AMD com placas da AMD!). Mas como já tinha comprado resolvi usar ela mesmo assim. Se perceber alguma instabilidade, vou trocá-la pela Nvidia Quadro K620, que inclusive tem mais memória, e é uma das placas mais encontradas nas workstations do mercado. A FirePro V4900 comprei porque foi muito recomendada na época, oferece uma ótima relação benefício/custo e também suporta múltiplos monitores (mais do que a K620).

Armazenamento

É certo que vou utilizar algum disco da HGST (antiga Hitachi) ou algum da série Black da Western Digital, mais ainda estou na dúvida sobre a capacidade. O mais recomendado, no caso da WD, são os de 4TB, conhecidos por nunca falharem. Mas os de 1TB e 2TB da HGST são ainda mais confiáveis, só que mais difíceis de encontrar no Brasil. No momento em que escrevo este artigo ainda estou à procura desses HDs. Penso também em comprar um SSD de pelo menos 120GB para o boot, sistema operacional e programas, mas ainda estou pesquisando. 120GB é mais do que suficiente para a instalação do SO e programas. Atualmente uso menos de 50GB para isso, então ainda daria para colocar um dual boot com Linux no SSD também!

[ATUALIZAÇÃO] Está muito difícil encontrar HDs da HGST. Mesmo pesquisando por Hitachi, é raro encontrar uma loja que os venda. Eles eram minha preferência, mas acabei optando mesmo pela WD série Black. Há bons relatos de consumidores que conseguiram acionar a garantia mesmo sem nota fiscal, como ocorre com a Seagate (já precisei e também consegui). O problema é que os HDs da Seagate dão muito problema, pois são conhecidos por apresentarem o maior índice de falhas dentre os principais fabricantes. Sobre o SSD, optei pelo Samsung EVO 850 Pro de 128GB. É um SSD com performance de topo de linha por um preço de intermediário (um pouco mais caro que os Kingston HyperX). Infelizmente, só encontrei esses HDs no Mercado Livre, por 469 e 338 reais respectivamente. Até pensei em usar como boot um SSD M2 PCIe e aproveitar a entrada M2 que a placa mãe oferece com 10GB/s (mais rápida que SATA 3 de 6GB/s); mas pesquisei e vi que existem dificuldades de colocar esses discos M2 como disco principal de boot (alguns usuários conseguiram outros nãos); fora a dificuldade que é encontrar esses discos no mercado nacional, que geralmente só oferecem o M2 SATA (o M2 PCIe usa outra tipo de slot como o próprio nome indica). Agora a configuração está completa. Resta esperar as peças chegarem e ver o resultado.

Memória

Aqui no Brasil as memórias DDR3 mais fáceis de encontrar são as de 1600MHz da Corsair ou Kingston. Ia acabar optando pela Corsair Vengeance, mas encontrei na Kabum um kit de 16GB (2x8GB) da Patriot a um bom preço e acabei optando por elas. Tanto Corsair como Patriot são excelentes marcas. Preferi comprar logo pentes de 8GB e deixar dois slots livres para futuros upgrades. Para processamento de fotos é recomendado pelo menos 20GB, então em breve devo colocar pelo menos mais 8GB e ficar com 24GB. Como se trata da série Viper 3, elas já estão preparadas para usar o recurso de XMP que por coincidência também é suportado pela placa mãe.

[ATUALIZAÇÃO] Os módulos de 1600MHz estavam em falta, e acabei comprando as de 2133MHz.

Teclado e mouse

Bom, não são componentes nada críticos, então qualquer um serve. No meu caso, optei por um mouse com fio da Logitech e um teclado Microsoft Confort Curve comprado na Kabum.

Resumo e preços

  • SSD Samsung EVO 850 Pro = 469,00
  • HD WD 1TB Black = 338,00
  • Fonte Corsair RM650 = 540,00
  • Gabinete Thermaltake Urban T31 = 360,00 (não sei se vão enviar o modelo com janela)
  • Processador Intel Core i7 4790 = 1.099,00
  • Teclado Microsoft Confort Curve = 84,00
  • Placa mãe GigaByte GA-Z97-D3H = 369,00
  • Memória Patriot Viper 3 16GB (2x8GB) DDR3 2133MHz = 660,00
  • Placa de vídeo AMD FirePro V4900 = 490,00
  • Drive LG Gravador DVD-RW 24X SATA = 90,00
  • Total = 4.499,00
Ficou praticamente o mesmo preço da Lenovo ThinkStation E32 que eu havia comprado por 4300 reais. Só que a máquina montada tem a mais a fonte melhor e mais parruda, o SSD e 16GB de RAM ao invés de 8GB, sem falar que o HD da Lenovo era um WD Blue, mais barato que o Black que vou colocar.

Em breve vou postar aqui mais informações. Aguardem.

[ATUALIZAÇÃO] A máquina já está montada e em pleno funcionamento. Algumas coisas me decepcionaram. A fonte não veio com cabo de força. Depois descobri que isso é normal por causa do novo padrão de plugs e tomadas. Outra decepção foi o gabinete da Thermaltake que, apesar de bem projetado, tinhas as furações e encaixes muito mal feitos. O encaixe da placa mãe não é exato e tive que forçar bastante para encaixá-la. Os furos dos ventiladores são muito apertados e foi bem difícil de instalá-los (sugiro usar cola quente ao invés de parafusos). E a placa mãe bem que podia vir com pelo menos uns 4 cabos SATA ao invés de apenas 2 (seria mais coerente com as 6 conexões SATA que ela oferece). O drive LG é um lixo. Muito barulhento e o encaixe de disco não é preciso. A máquina está funcionando com o Windows 7 Professional e até agora não apresentou nenhum travamento. A surpresa positiva ficou por conta do HD WD 1TB Black. Bem silencioso mesmo com uso intenso.